Após fuga de Flávio, PF diz que não tinha autorização judicial para prender, monitorar ou tomar outras medidas contra o senador
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A Polícia Federal afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre passaportes e a proibição de deixar o país não autorizava a prisão, a vigilância permanente ou outras medidas cautelares contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Esta foi a primeira manifestação oficial da corporação após a confirmação de que o parlamentar fugiu do Brasil depois de ser derrotado na eleição presidencial. "A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares", diz o comunicado da PF. Segundo a nota, a PF acionou o STF no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, após identificar o risco iminente de o senador deixar o território nacional. Pelo comunicado, a Polícia Federal não solicitou a Moraes a prisão de Flávio. A solicitação de medidas contra o senador se deu na apuração em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro. Segundo a nota desta quarta, entre os pedidos apresentados pela PF ao Supremo, estavam: apreensão de passaportes; proibição de saída do país; restrição de contato com outros investigados. Após a decisão de Moraes que acolheu os pedidos da PF, a corporação afirmou que cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro emitidos pelas autoridades brasileiras e incluiu um alerta migratório no sistema SONAR, responsável pelo controle de fronteiras. Segundo a PF, o senador foi formalmente intimado na manhã de segunda-feira (26), para entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas. O prazo se esgotou sem que os documentos fossem entregues. A PF destacou ainda que não há registro oficial de saída do senador pelos postos formais de controle migratório do Brasil. E afirmou que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais por parte do investigado. Flávio Bolsonaro saiu do Brasil na noite desta terça-feira (27), com destino à Argentina. No país vizinho, embarcou em um jatinho particular que deixou Puerto Iguazú, com destino ao aeroporto de Guayaquil, no Equador, na madrugada desta quarta-feira (28). Do Equador, o senador partiu para os Estados Unidos, onde se dirigiu ao estado da Flórida na manhã desta quarta.

