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Belaciano classifica votação da SAF do Vasco como etapa mais importante, mas alerta para trâmites restantes

23 de out. de 2026Redação Brasil Hits
Belaciano classifica votação da SAF do Vasco como etapa mais importante, mas alerta para trâmites restantes

A votação dos sócios do Vasco sobre a venda de 90% da SAF para Marcos Lamacchia representa a etapa mais importante do processo até o momento, mas não encerra os procedimentos necessários para a conclusão do negócio. A avaliação é de Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do clube (AGE), que concedeu uma entrevista ao Lance! nesta sexta-feira (23), durante a votação na Sede Náutica da Lagoa. O dirigente destacou o peso da decisão dos associados, que também vão deliberar sobre a alteração do Estatuto Social para reduzir de 20% para 10% a participação mínima do clube associativo na SAF. Segundo Belaciano, a votação encerra o processo administrativo dentro dos poderes do Vasco, mas ainda será necessário cumprir exigências externas e finalizar os trâmites societários para formalizar a operação. — Hoje é uma etapa muito importante. Na minha convicção, a mais importante, que é a opinião do sócio. Mas a gente continua ainda com o processo pós-votação. Então, a gente termina hoje o processo administrativo nos poderes do clube, com o sócio dando a palavra final — afirmou. Apesar da decisão dos associados, a conclusão da venda depende de outras etapas. Belaciano citou a necessidade de prestar esclarecimentos à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), ligada à CBF, e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O presidente da AGE afirmou que o Vasco pretende cumprir todas as exigências legais e administrativas antes de concluir o processo. — A gente vai cumprir todos os trâmites, sem pressa, dentro da lei, com transparência, com diálogo. Tudo o que for solicitado, o Vasco vai continuar esclarecendo, sem nenhum problema. A gente tem certeza que vai dar tudo certo. Em breve, a gente vai fechar esse caixão e se preocupar com as alegrias — declarou. Durante a entrevista, o dirigente também relacionou a votação ao processo de reconstrução institucional conduzido pela gestão do presidente Pedrinho. Belaciano relembrou o período de disputas com o antigo investidor, a 777 Partners, e a recuperação judicial do clube. Na avaliação do presidente da AGE, a negociação passou por diferentes instâncias de fiscalização e pelos órgãos internos do Vasco antes de chegar à decisão dos associados. — O Vasco ainda tem uma história de luta, uma história de reconstrução, de batalhas. E hoje acho que é um dia marcante, significativo para uma nova etapa da nossa vida, uma etapa de reconstrução. O presidente Pedrinho há praticamente três anos vem fazendo um trabalho árduo de reconstrução — disse. Belaciano também ressaltou a participação dos órgãos fiscalizadores e das instâncias responsáveis por acompanhar os procedimentos do clube, defendendo a transparência da negociação. — Fizemos aí o movimento da recuperação judicial. Passamos por todos os órgãos fiscalizadores: Ministério Público, administrador judicial, a própria juíza da recuperação judicial, Watchdog, Gatekeeper, CBF, ANRESF. Então, um processo com lisura, com transparência, com muito diálogo — afirmou. O dirigente ainda destacou a aprovação do contrato pelo Conselho Deliberativo antes de a proposta chegar à Assembleia Geral. No último dia 6 de outubro, os conselheiros aprovaram a operação, que agora depende da manifestação dos sócios nesta última etapa interna. — O Conselho Deliberativo aprovou em massa esse contrato. E agora, obviamente, vem o voto mais importante: Assembleia Geral, o voto do sócio. Para mim, é soberano, e eu tenho convicção de que vai dar tudo certo. A nossa expectativa é muito alta — declarou. Além dos aspectos administrativos, Belaciano demonstrou expectativa de que a conclusão do processo permita ao Vasco concentrar mais atenção nos objetivos esportivos. O dirigente associou a possível entrada do novo investidor à perspectiva de superar um período marcado por dívidas e disputas institucionais. — Acho que esse é um marco para a história do clube, para que daqui para frente a gente só pense nas vitórias, só pense nas conquistas e vire essa página de dívidas, de brigas, de passado. E olhe para frente pensando: o que a gente vai ganhar esse ano? Acho que esse é o recado — afirmou.