Quem é Malévola Alves, influenciadora brasileira presa no Egito que já se envolveu em confusões em SP
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A influenciadora brasileira Mariana Alves, conhecida nas redes sociais como Malévola Alves, foi presa no Egito com uma amiga após a circulação de vídeos em que as duas aparecem fazendo gestos e insinuações sexuais e assediando pessoas nas ruas de Alexandria, segundo as autoridades egípcias. Malévola é uma mulher trans que ganhou notoriedade nas redes sociais com vídeos de humor, comentários ácidos e conteúdos sobre seu estilo de vida. Ela também fala abertamente sobre sua transição de gênero e costuma se envolver em discussões públicas com outras personalidades da internet. A influenciadora reúne cerca de 221 mil seguidores no TikTok e mais de 815 mil no Instagram, plataformas nas quais compartilha episódios de sua rotina, viagens e opiniões sobre diferentes assuntos. Nos últimos anos, Malévola também ganhou destaque na imprensa por episódios que envolveram acusações de transfobia, discussões com celebridades e uma prisão em flagrante após uma briga em São Paulo. Segundo o Ministério do Interior do Egito, Malévola e uma amiga foram detidas após a circulação de vídeos gravados em vias públicas de Alexandria. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (20), as autoridades egípcias afirmaram que as duas turistas aparecem realizando gestos e insinuações sexuais e assediando pessoas que passavam pelas ruas. O ministério também afirmou que as brasileiras admitiram ter gravado e publicado os vídeos para aumentar o número de visualizações nas redes sociais. Em agosto de 2026, Malévola foi presa em flagrante por desacato e lesão corporal após uma briga em um camarote de uma festa em São Paulo. Ela foi liberada depois de pagar fiança. Na época, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou a ocorrência. A defesa da influenciadora afirmou que Malévola e seus amigos haviam recebido autorização de um funcionário para permanecer no camarote, mas que outro trabalhador exigiu a saída do grupo de maneira agressiva e desrespeitosa. Segundo os advogados, policiais civis intervieram na confusão e deram voz de prisão à influenciadora, que teria agido para defender os amigos. Malévola também comentou o episódio nas redes sociais e afirmou que a história havia sido divulgada de forma distorcida. "É tanta coisa que a gente vê nessa internet, gente. Nossa, estou com a garganta rouca. Fico chocada o quanto a internet é um telefone sem fio", disse. A SSP informou ainda que um homem foi detido por usurpação de função pública, após se apresentar como policial, e autuado por lesão corporal. Em março de 2025, Malévola denunciou ter sido vítima de transfobia durante uma sessão do musical Wicked, no Teatro Renault, no Centro de São Paulo. Segundo a influenciadora, a confusão começou na fila do caixa, quando ela pediu uma nota fiscal e uma mulher que aguardava atendimento passou a reclamar da demora. Malévola afirmou que a mulher questionou sua identidade de gênero e passou a tratá-la no masculino. "Ela falou: isso é homem ou mulher? Me tratou no masculino. Ela perguntou se eu era homem ou mulher, me tratando com transfobia", contou ao g1 na ocasião. Após o episódio, Malévola procurou os seguranças do teatro e pediu providências. O público passou a gritar pela retirada da mulher, que deixou o local sob vaias. A confusão atrasou o início do espetáculo e foi registrada em vídeos que viralizaram nas redes sociais. Na época, a atriz Fabi Bang, intérprete de Glinda na montagem brasileira, condenou o episódio. "Essa postura é contra a história que a gente está contando. Então o público realmente se revoltou com essa situação", afirmou. A produção de Wicked também divulgou uma nota repudiando qualquer forma de transfobia e discriminação. Malévola também se envolveu em uma troca pública de ofensas com a cantora Jojo Todynho após uma reclamação sobre um serviço de cabeleireiro. A discussão começou quando a influenciadora afirmou nas redes sociais que havia sido cobrada por um valor muito superior ao combinado em um salão de beleza. Jojo entrou na polêmica para defender o profissional, afirmando que o trabalho dele era bom e que cabelo é um "artigo de luxo". A troca de críticas ganhou proporções maiores quando a cantora se referiu à influenciadora como "mulher que não gesta". Malévola interpretou a declaração como um ataque à sua identidade de gênero, acusou Jojo de transfobia e ameaçou processá-la. A influenciadora também respondeu com ataques pessoais à cantora. A discussão se estendeu por uma sequência de vídeos e publicações nas redes sociais, com ofensas e ameaças de medidas judiciais de ambos os lados.


