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Estreantes nas urnas, conhecidos na política: veja quem chega ao Congresso em 2027

11 de out. de 2026Redação Brasil Hits
Estreantes nas urnas, conhecidos na política: veja quem chega ao Congresso em 2027

A eleição de 2026 vai levar ao Congresso alguns nomes que já eram conhecidos dos brasileiros antes de aparecerem na urna pela primeira vez. Entre eles estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), as ex-ministras Nísia Trindade (PT) e Anielle Franco (PT) e o ex-ministro Jader Filho (MDB). Um levantamento do g1 com base nos dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou 33 eleitos em sua primeira disputa eleitoral: quatro senadores e 29 deputados federais. Embora tenham feito sua estreia na urna, são pessoas com trajetórias na política, com cargos em ministérios, governos estaduais, prefeituras e partidos, além de participação em organizações e movimentos sociais. Há também membros de famílias com presença consolidada na política. Michelle Bolsonaro (PL) conquistou 938.496 votos em sua primeira eleição e garantiu uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, ela foi primeira-dama entre 2019 e 2022 e, depois, assumiu o comando do PL Mulher. Sua atuação partidária e participação em campanhas de aliadas e aliados antecederam a candidatura parlamentar. Em Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil) se elegeu senadora ao receber 1.458.522 votos. Mulher de Ronaldo Caiado, ela já havia participado da articulação política do marido e ocupado funções na área social do governo goiano. Foi presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás, coordenou o Gabinete de Políticas Sociais e participou da criação do Goiás Social. Marina JHC (PSDB), eleita senadora em Alagoas com 926.860 votos, foi primeira-dama de Maceió durante a gestão do marido, João Henrique Caldas, o JHC, eleito governador de Alagoas neste ano. A conexão familiar também aparece na chapa: sua primeira suplente é a senadora Eudócia Caldas, mãe de JHC. Bruno Scheid (PL) fez 474.226 votos para se eleger senador por Rondônia. Embora tenha concorrido pela primeira vez, já mantinha proximidade com Jair Bolsonaro e usou o nome Bruno Bolsonaro Scheid na campanha. Nísia Trindade (PT-RJ) chega à Câmara dos Deputados com uma carreira construída na ciência e na gestão pública. Socióloga, foi a primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz e a comandar o Ministério da Saúde. Sua passagem pela Fiocruz incluiu o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Ela deixou o ministério em 2025 e recebeu 67.350 votos na eleição deste ano. Também eleita pelo Rio, Anielle Franco (PT) obteve 149.726 votos. Professora, jornalista e ex-ministra da Igualdade Racial, ela dirigiu o Instituto Marielle Franco e ganhou projeção na luta por justiça após o assassinato da irmã, vereadora do Rio, em 2018. Sua trajetória reúne atuação na educação, no movimento negro e no governo federal. Jader Filho (MDB-PA), eleito com 326.617 votos, combina experiência ministerial, direção partidária e vínculos familiares. Ex-ministro das Cidades, é filho do ex-deputado, ex-senador e ex-governador Jader Barbalho e de Elcione Barbalho e irmão de Helder Barbalho, também ex-governador e eleito senador. Antes de assumir o ministério no governo Lula, presidiu o MDB paraense, coordenou campanhas do partido e administrou o grupo RBA de Comunicação. Em Alagoas, Alvinho Lira (PP) foi eleito deputado federal com 172.628 votos, aos 20 anos. É filho de Arthur Lira, ex-presidente da Câmara, que conquistou uma vaga no Senado nesta eleição. Pai e filho ocuparão, portanto, cadeiras nas duas Casas do Congresso. Na Bahia, Daniel Alencar (PSD) é filho do senador Otto Alencar e irmão de Otto Alencar Filho, que deixou a Câmara para integrar o Tribunal de Contas do Estado. Médico, Daniel foi eleito deputado federal com 192.492 votos. Outro estreante baiano, Carlos Muniz (PSDB), é filho do vereador de mesmo nome que preside a Câmara Municipal de Salvador. Ele recebeu 141.762 votos. No Ceará, a deputada federal eleita Luisa Cela (PT) é filha da ex-governadora Izolda Cela e já havia ocupado a Secretaria da Cultura do estado. Em Minas Gerais, Vinicius Diniz (PL), eleito deputado federal, é filho do deputado federal Hercílio Diniz e integra a família proprietária da rede de supermercados Coelho Diniz. Em Pernambuco, Gabriel Porto (PSB), eleito deputado federal, é filho de Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa do estado. Em Roraima, o futuro deputado Rodrigo Mesquita (Podemos) é filho de Disney Mesquita, empresário e ex-chefe da Casa Civil do governo estadual. No Rio de Janeiro, Márcio Rezende (PSD) é irmão do prefeito de Macaé, Welberth Rezende. Em Sergipe, o médico Cláudio Mitidieri (PSB) é primo do governador Fábio Mitidieri e foi secretário estadual da Saúde, além de ter presidido o instituto de assistência à saúde dos servidores estaduais. Mato Grosso tem dois exemplos de trajetórias ligadas à atuação de cônjuges. Virginia Mendes (União Brasil), mulher do ex-governador Mauro Mendes, eleito senador, desenvolveu atividades na área social como primeira-dama de Cuiabá e do estado. Thiago Boava, conhecido como Hey Roy (PL), é produtor rural, influenciador e viúvo da deputada federal Amália Barros. Ele afirmou ter recebido incentivo de Jair e Michelle Bolsonaro para disputar a eleição. Em São Paulo, Natália Boulos (PSOL), mulher de Guilherme Boulos, também chega à Câmara com atuação política própria anterior à candidatura. Advogada, integrou a direção nacional do PSOL e construiu sua trajetória no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Eleito pelo Rio de Janeiro, o pernambucano Antonio Rueda (União Brasil) já comandava nacionalmente o partido antes de disputar uma cadeira na Câmara. Advogado e dirigente partidário, recebeu 155.836 votos. Seu caso mostra como alguém pode estrear nas urnas depois de exercer influência sobre candidaturas e alianças. Thiago Ganem (PL-MG), cujo nome completo é Thiago Martins Milhim, também tinha experiência em governos e partidos. Foi secretário de Esportes na Prefeitura de São Paulo e ocupou uma secretaria no Ministério do Esporte no governo Lula em 2023. O nome de urna o associa ao grupo político Ganem, sem que isso represente parentesco com a família. Outros eleitos passaram por cargos de gestão antes de disputar votos: Dra. Erica (Podemos-AP): médica pediatra e neonatologista, ocupou a Secretaria Municipal de Saúde de Macapá; Vinicius Ferro (MDB-MA): comandou a Secretaria de Planejamento e Orçamento do Maranhão; Rodrigo Tavares (PL-MG): dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais; Coronel Roveri (Podemos-MT): foi secretário de Segurança Pública de Mato Grosso; Delegado Felipe Curi (PP-RJ): comandou a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro; Delegado Charles (PV-PI): ganhou projeção à frente do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, o Draco, da Polícia Civil do Piauí; Elias Jabbour (PCdoB-RJ): professor da Uerj, foi consultor do banco dos Brics e presidiu o Instituto Pereira Passos, da Prefeitura do Rio.