Flamengo detona arbitragem após polêmicas contra o Santos

O Flamengo se posicionou fortemente contra a arbitragem no empate do time carioca com o Santos por 2 a 2 na quinta-feira (9). Em nota oficial, o clube apontou erros graves de Anderson Daronco, árbitro de campo, e Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR, e questionou a expulsão de Jorginho após uma revisão de 9 minutos e 56 segundos. A primeira reclamação envolve a forte entrada de Barreal em Carrascal, ainda no primeiro tempo. Na jogada, o jogador do Santos atinge o tornozelo do rubro-negro com as travas da chuteira. Para o Flamengo, o lance configura jogo brusco grave e deveria ter resultado em expulsão. — Ainda no primeiro tempo, Barreal protagonizou uma entrada violenta sobre Carrascal, em lance claro de jogo brusco grave, com as travas da chuteira em força alta atingindo a parte posterior da perna. Em qualquer campeonato do mundo, resultaria em expulsão. Daronco aplicou apenas o cartão amarelo, enquanto o VAR sequer recomendou uma revisão — escreveu o Flamengo. Na sequência, o Rubro-Negro apontou três situações em que considera ter sido prejudicado. A primeira envolve a revisão do VAR que resultou na marcação de pênalti e na expulsão de Jorginho. Ao todo, a partida ficou paralisada por 9 minutos e 56 segundos, tempo que o clube aponta como recorde de interrupção em um lance com intervenção do VAR na história do Brasileirão. — Na segunda etapa, o Flamengo foi triplamente prejudicado em um único lance. Após um toque de braço de Jorginho, sem qualquer movimento deliberado, Daronco marcou falta e aplicou cartão amarelo. Depois de uma intervenção desastrosa do VAR, a decisão foi alterada para pênalti e expulsão. Além das duas punições discutíveis, a partida ficou paralisada por 9 minutos e 56 segundos, recorde de interrupção em um lance com intervenção do VAR na história do Brasileirão — disse o Flamengo. O segundo ponto envolve o pênalti marcado para o Santos após uma suposta infração de Luiz Araújo em Gabigol. O Flamengo sustenta que não houve falta na origem da jogada e questiona a decisão da arbitragem, que resultou no segundo gol da equipe paulista em cobrança de penalidade. — Poucos minutos depois, um novo pênalti foi marcado para o Santos, desta vez por infração de Luiz Araújo. No entanto, a falta que deu origem à jogada simplesmente não existiu. As imagens são claras e comprovam o erro, que acabou resultando no segundo gol de pênalti do adversário — pontuou o clube. Por fim, o Rubro-Negro criticou a falta de uniformidade nos critérios adotados pela arbitragem durante a partida. Na avaliação do clube, o rigor das decisões variou ao longo do jogo, aparentemente em reação às mudanças no placar. — Além dos lances citados, Daronco e Toski demonstraram falta de uniformidade nos critérios, alternando o rigor ao longo da partida, aparentemente em reação às mudanças no placar. As regras não podem mudar de acordo com as circunstâncias do jogo. Curiosamente, os mesmos profissionais estão escalados para atuar no próximo domingo, no clássico entre Palmeiras e Corinthians, partida de um concorrente direto do Flamengo na disputa pelo título — escreveu o clube.

