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Ministério da Saúde pede à Conitec análise de canetas emagrecedoras no SUS

24 de set. de 2026Redação Brasil Hits
Ministério da Saúde pede à Conitec análise de canetas emagrecedoras no SUS

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) um pedido para que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida para o tratamento da obesidade. A análise é uma das etapas necessárias antes que as chamadas canetas emagrecedoras possam ser oferecidas de forma ampla na rede pública. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que esses medicamentos seriam disponibilizados pelo SUS, mas ainda faltavam etapas técnicas para que isso pudesse ocorrer. Hoje, o SUS não oferece de forma ampla medicamentos para o tratamento da obesidade. Há apenas um projeto-piloto, iniciado em junho em Porto Alegre (RS), que acompanha cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou indicação de cirurgia bariátrica. O novo pedido ocorre em um cenário diferente do observado nas análises anteriores. Segundo o ministério, a entrada de novas marcas reduziu em cerca de 70% os preços desses medicamentos em menos de um ano. A pasta afirma que 25 canetas já têm registro no Brasil, 14 delas aprovadas em 2026. A queda dos preços pode mudar uma das principais questões envolvidas em uma eventual oferta pelo SUS: o custo para a rede pública. Avaliações anteriores da Conitec apontavam impacto de bilhões de reais ao longo de cinco anos, dependendo do número de pacientes incluídos e do tempo de tratamento. O pedido apresentado agora inclui semaglutida e liraglutida, dois princípios ativos que já não têm proteção de patente, segundo o Ministério da Saúde. Apesar disso, mesmo com uma eventual recomendação favorável da Conitec, a chegada desses medicamentos aos pacientes ainda dependerá da definição de quem poderá recebê-los, em quais condições e de onde virão os recursos para financiar o tratamento. Dados do Ministério da Saúde apontam que a proporção de adultos com obesidade no país passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024.