IA confiável eleva em 15 vezes chance de alto retorno

A adoção de práticas de IA confiável eleva em 15 vezes as chances de que as organizações obtenham retornos significativos sobre o investimento (ROI) em projetos na área. É o que revela um novo estudo do SAS, com insights de pesquisa da IDC, divulgado nesta semana. De acordo com o relatório, inteligência artificial confiável é a “desenvolvida para ser justa, segura, alinhada aos padrões regulatórios e capaz de explicar claramente como chegou a uma decisão”. Com ela, usuários têm acesso a mecanismos de responsabilização para identificar ou tratar resultados incorretos ou incompletos gerados pela tecnologia. Representando um grupo ainda relativamente pequeno, as empresas que seguem práticas robustas de governança, qualidade dos dados e auditoria relatam pelo menos o dobro do ROI em implementações de IA. Já entre as consideradas “retardatárias”, menos de uma a cada 20 teve desempenho parecido. Globalmente, 62% das empresas que apostaram neste caminho registraram retorno significativo ou elevado, contra 4% das demais; As organizações com práticas mais avançadas também obtiveram ganhos 1,85 vez maiores em 13 indicadores de negócios, incluindo receita, redução de custos e melhoria na experiência do cliente; Entre elas, 85% têm planos de aumentar seus investimentos na área em mais de 10% até o final do ano, o que deve ampliar a diferença para as demais; A pesquisa identificou, ainda, que um dos maiores obstáculos para a adoção bem-sucedida da IA é a falta de confiança nas recomendações fornecidas pela tecnologia. Com 97,2% dos usuários ignorando as recomendações dos chatbots em pelo menos uma das situações, o estudo aponta que a incapacidade da tecnologia de explicar como chegou a uma decisão é o principal motivador dessas recusas, globalmente. No Brasil, o maior problema é a falta de contexto ou especificidade. O relatório também destaca a confiança na IA generativa (76%) maior do que na IA agência (66%). O resultado reflete preocupações à medida que a presença dos agentes autônomos aumenta. Mas no mercado nacional, a cautela parece ter freado a expansão, com esses sistemas em apenas 30,7% das organizações. Alcançando Índice de Confiabilidade de 64,5 no estudo, o Brasil é um dos poucos países a superar a média global de 61,3 nesta métrica, além de ter metade das organizações operando IA em produção integrada. Com esses resultados, o país lidera a adoção de IA na América Latina. Em outros quesitos, o Brasil tem 37,3% das empresas esperando obter ROI significativo ou elevado para cada dólar investido em IA e 86,7% delas com planos de investir mais na tecnologia nos próximos 12 meses. Já o uso da IA para engajar clientes chegou a 34,3% no último ano. “O Brasil deixou definitivamente a fase de projetos-piloto em IA. Hoje, vemos nossos clientes focados em gerar retorno em escala. Ao mesmo tempo, os dados deixam um alerta claro: à medida que as iniciativas de IA ganham escala, a conformidade regulatória, especialmente com a LGPD, tornou-se uma prioridade estratégica ainda mais relevante para os negócios”, apontou André Novo, Country Manager do SAS Brasil. Um levantamento separado também mostra mais investimentos em IA no país, mas aponta outro problema. Saiba mais nesta matéria.



