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A nova fase da corrida da inteligência artificial

22 de set. de 2026Redação Brasil Hits
A nova fase da corrida da inteligência artificial

A corrida pela inteligência artificial nas empresas está entrando em uma nova fase. Depois da disputa por modelos mais poderosos e infraestrutura de computação, cresce o interesse por tecnologias capazes de tornar esses sistemas mais eficientes na hora de tomar decisões. É justamente nesse segmento que atua a Simile, startup americana que acaba de receber um investimento do Itaú Ventures. O braço de corporate venture capital do Itaú participou de uma extensão da rodada Série B da empresa, anunciada recentemente e liderada pela Greenoaks. A rodada avaliou a Simile em US$ 2 bilhões e adicionou a startup a uma lista crescente de empresas que buscam resolver um dos principais desafios da inteligência artificial atual: ensinar modelos a agir em ambientes complexos, com múltiplas variáveis e resultados incertos. Diferentemente de companhias focadas apenas na criação de grandes modelos de linguagem, a Simile trabalha com tecnologias voltadas para simulação de comportamentos e cenários. Na prática, a proposta é criar ambientes virtuais onde sistemas de IA podem testar estratégias, aprender com erros e desenvolver capacidade de decisão antes de serem colocados em produção. Esse tipo de abordagem vem ganhando relevância porque muitas aplicações corporativas exigem mais do que gerar texto ou responder perguntas. Casos de uso em áreas como crédito, atendimento, operações, prevenção a fraudes e gestão de risco dependem de modelos capazes de avaliar contextos, antecipar consequências e lidar com incertezas. A relação entre Itaú e Simile começou antes do investimento. O banco foi o primeiro cliente da startup na América Latina e já utilizava sua tecnologia desde os estágios iniciais da empresa. Segundo a instituição, a experiência prática com a plataforma foi um dos fatores que motivaram a decisão de se tornar investidora. Para Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú Unibanco, a parceria reforça a estratégia AI First do banco, que busca incorporar inteligência artificial em diferentes frentes do negócio. Além de desenvolver aplicações próprias, a instituição tem ampliado o relacionamento com startups especializadas e investido em infraestrutura, pesquisa e capacitação de equipes. O movimento também reflete uma tendência mais ampla observada entre grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras. Em vez de apostar apenas nos criadores dos modelos de base, cresce o interesse por companhias que atuam na camada de treinamento, avaliação e melhoria dos sistemas de IA. São empresas que ajudam a tornar modelos mais confiáveis, especializados e preparados para aplicações do mundo real. Para o Itaú, o investimento representa não apenas uma aposta financeira, mas também uma forma de acompanhar de perto uma das áreas mais promissoras da próxima geração de inteligência artificial. Se a última onda foi marcada pela capacidade de conversar, a próxima pode ser definida pela capacidade de decidir. E é exatamente nessa direção que a Simile está tentando levar a tecnologia.